POETA DA LITERATURA DE CORDEL

CURRÍCULO CULTURAL

José Adalberto Ferreira – Zé Adalberto – nasceu aos 25/06/1962, no Sítio Juá, município de Itapetim-PE. Filho do casal de lavradores: Odon Ferreira Campos e Maria Xavier de Sousa. Casado com Maria José Ferreira de Sousa – Mazé – com quem teve dois filhos: Ítalo Társis e Izabela Taíse.

Aos 16 anos, começou a rabiscar seus primeiros versos. Timidamente, ainda na zona rural, teve como fonte despertadora do seu dom, programas de cantoria de viola, através do rádio.

Em 1985, é contratado como funcionário da Escola Teresa Torres, onde continua exercendo suas atividades.

Vencedor do concurso na categoria cordel, promovido pela Secretaria Regional de Direitos Humanos, em 01/03/1989, por ocasião dos 40 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Em dezembro de 2005, lança o seu primeiro livro de poesia: NO CARÇO DO JUÁ (livro que teve suas duas edições esgotadas). É autor de quatro cordéis: Procurando São Jorge na Lua; Dona Lia: a primeira em Pernambuco; Princesinha Abençoada; e Frei Damião: sua História e um Pedido, (este último ainda não foi lançado).

Participou da série de documentários Poetas do Repente, produzida pela Editora Massagana e Fundação Joaquim Nabuco, exibidos pela TV Escola e TV Brasil.

É autor de vários trabalhos que são interpretados por poetas renomados, a exemplo de os Nonatos, João Paraibano, Sebastião Dias, Diomedes Mariano, Raimundo Caetano, Rogério Menezes, Raullino Silva, bem como de composições (forró de raiz) gravadas por grupos de forró, como: Val Patriota e Raízes do Pajéu, Vicente de Paula e Forró na Sombra do Juazeiro, Vozes do Campo, Ademário Coelho, entre outros.

Participou, declamando e contando “causos”, da Conferência dos Sonhos, de Rotary Internacional, ( 2009), em João Pessoa-PB.

Participante assíduo de Mesas de Glosas (glosa é o repente sem viola).

Em maio de 2011, lançou seu primeiro CD de poesia, intitulado: Edmilson Ferreira e Antônio Lisboa cantam Zé Adalberto, quando pela primeira vez, na história da cantoria, uma dupla conceituada, grava cd integral, com trabalhos de um mesmo poeta. Junto com essa mesma dupla, ficou em 2º lugar na segunda edição do Projeto Voaviola, a nível de Brasil.

É sempre convidado para participar de recitais, de comissões julgadoras de festivais de poetas repentistas, a exemplo do Desafio de Poetas Cantadores, realizado pelo Governo do Estado de Pernambuco.

Itapetim-PE, setembro de 2012.

terça-feira, 4 de junho de 2013

LITERATURA DE CORDEL: AS INFLUÊNCIAS DA LUA

AS INFLUÊNCIAS DA LUA



Para nave de Cordel
Onde o meu verso flutua
Venho convidar você
Do mar, do campo e da rua
Pra gente dar um passeio
Nas influências da Lua.

Para a superfície sua
Muitas lentes se dirigem
A Ciência até agora
Tem tido muita vertigem
Sem conseguir, com clareza
Explicar a sua origem.

Os seus enigmas exigem
Estudos mais avançados
O seu carisma é tão forte
Que deixa os apaixonados
Em um estado de transe
Daqueles enfeitiçados.

Colírio dos namorados
Desde a nossa antiguidade
É o símbolo feminino
Ligado à fecundidade
Apesar da inconstância
Também traz felicidade.

A crendice, na verdade
Segue a sua diretriz
Não há certidão que prove
Que a sua idade é xis
Permanece sempre nova
Do jeito que a fase diz.
       

Brilha mais do que Paris
O seu “Luar no Sertão”
Nas noites em que seus raios
Se arrastam pelo chão
Parece um lençol de prata
Cobrindo a escuridão.
       
Causa forte reação
Na mulher, coitada dela!
Movida até por ciúmes
Muitas vezes se rebela
Aproveita a TPM
Pra botar a culpa nela.

No nascimento revela
Aparência bela ou feia
Durante vinte e um dias
A galinha não passeia
Até que os pintinhos nasçam
Sadios, na Lua Cheia.

Tem silício e tem areia
Lá, a vida não prospera
Sempre mostra a mesma face
Não possui atmosfera
Parece andar para trás
Pela ilusão que gera.

Em seu solo tem cratera
__ Impacto de algum cometa
De Templos da Pré-História
Muito antes da luneta
Já se viam seus fenômenos
Daqui do nosso Planeta.






De maneira obsoleta
O homem por sua vez
Observando o seu ciclo
Repetir-se é que se fez
Com que se pudesse ter
Noção de semana e mês.

Sempre desafia as leis
Da Física e nossas “antenas”
Visita os signos em vinte
E oito dias apenas
Mudando o comportamento
Das criaturas terrenas.

Os lobos e as hienas
Param pra uivar pra ela
Muitos rituais indígenas
São feitos em louvor dela
Mesmo tendo quatro fases
Não tem energia nela.

Sua força se revela
Nas variações do clima
A linha que ela desenha
No mar, parece uma lima
___ Reflexo que o pescador
Evita passar por cima.

A sabedoria estima
Que ela Cheia perdura
Com maior intensidade
Algum tipo de loucura
Por isso, casam-se mais
___É uma verdade pura!






É, pra nossa agricultura
Lupa de olhar profético
Bola que as estrelas brincam
No seu campo magnético
Num jogo de luz que tem
O mais belo efeito estético.

Despertam meu dom poético
Todos os encantos seus
CD que toca em silêncio
Canções para os olhos meus
Só não é pirateado
Porque quem gravou foi Deus.

Para nobres e plebeus
A Lua ensinou assim:
Se a madeira for cortada
No Minguante dá cupim
Mas se cortar no Crescente
Dura que só coisa ruim.

Sua beleza é sem fim
Sua luz, do Sol reflete
Seu halo anuncia chuva
Tem gelo, mas não derrete
Tem dois eclipses por ano
No mínimo e no máximo sete.

A  Apollo 11 mete
Dúvida, ainda, pousou lá?
Ou foi uma “grande fraude”?
Muita controvérsia há
Ante as especulações
Melhor deixar como está!.






De qualquer modo Ela dá
A gente um prazer incrível
Quando é Nova, muitas vezes
Tem um formato sensível
Parece uma rede armada
Numa varanda invisível.

No seu Crescente é possível
Ver louco de “saco cheio”
“Biu Doido”, por causa dela
Aumentava o aperreio
De dia, era meio doido
De noite, era doido e meio.

O seu giro é um passeio
A sua atração é forte
No Verão está no Sul
No Inverno está no Norte
Orientando os roceiros
___ Semeadores da sorte.

Parece até ser consorte
De São Jorge, mas não é
Devido, aparentemente
Ele “pegar no seu pé”
Como se gostasse dela
Mais do que eu, de Mazé.

Curiosidade ou fé
Sobre Ela, eu não disfarço
Toda Sexta-Feira Santa
Com ou sem seu brilho esparso
Cai após a Lua Cheia
Do equinócio de março.






Qualquer cortina eu esgarço
Pra vê-la entrar com fervor
“Meio Nova” ela demonstra
Ser régua ou transferidor
Não tem sangue de iguana
Mas também muda de cor.

No romantismo é a flor
Que perfuma o sentimento
Abajur aceso, à noite
No teto do firmamento
Fazendo inveja a luxúria
Dos candelabros de “Bento”.

Ministrar medicamento
Contra verme, o povo aprova
Que seja tomado sempre
Na fase da Lua Nova
Porque se for noutra Lua
O verme não vai pra cova.

Seu movimento comprova
Um sincronismo perfeito
Impulsiona as marés
Com tanta força dum jeito
Que o oceano se agita
E a Terra sente o efeito.

O Universo é seu leito
As nuvens são seu lençol
No período em que é Cheia
Parece um grande farol
É como se Ela tivesse
Engravidado do Sol.






Em quase todo arrebol
O povo afirma também
Que cachorro corre doido
Quando a força dela vem
Eu acho que ele endoidece
É pra não comer xerém!

Na Grã-Bretanha se tem
Notícia que aconteceu
De a moça focar espelho
Pra Lua, atrás de um “Romeu”
Na ânsia de ver o rosto
Do futuro noivo seu.

Os olhos de Galileu
Lhe contemplaram demais
Em seu eclipse total
Por caminhos orbitais
Atravessa sutilmente
A sombra que a Terra faz.

Dos seus nomes naturais
Em Tupi, Lua é Jaci
Está no “mundo da lua”
Quem não está nem aí
__ Isso é coisa de político
Que pensa somente em si.

Finalizo por aqui
As comparações que faço
Tem quarto, mas não tem cama
É toda e falta um pedaço
No tal samboque da Terra
Que foi parar no espaço.


Zé Adalberto

Um comentário:

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